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Movimento Manguebeat à revolução através da música.

O Movimento Manguebeat surgiu em Recife, a partir de 1991, e consistiu em um estilo de vida e de ser, os homens eram os mangue boys e a mulheres as mangues girl, o estilo musical, misturava elementos da cultura regional de Pernambuco o maracatu, com a cultura pop, principalmente o Rock n Roll e o Hip Hop. O Mangue Beat desenvolveu seu próprio estilo de vestir. O chapéu de palha da cultura pernambucana, com óculos escuros, camisas estampadas, tênis e colares coloridos.

A banda Chico Science e Nação Zumbi e o estilo de se vestir

O Manguebeat surgiu por uma indignação de seus criadores, na visão dos mesmos Pernambuco estava culturalmente abandonada a cultura de Pernambuco tinha parado no tempo e precisava se revitalizar.

Assim um de seus idealizadores Fred zero quatro (mundo livre s/a) lançou o manifesto que daria inicio ao movimento Manguebeat, veja o manifesto:

‘’Mangue o conceito:

Estuário. Parte terminal de rio ou lagoa. Porção de rio com água salobra. Em suas margens se encontram os manguezais, comunidades de plantas tropicais ou subtropicais inundadas pelos movimentos das marés. Pela troca de matéria orgânica entre a água doce e a água salgada, os mangues estão entre os ecossistemas mais produtivos do mundo.

Estima-se que duas mil espécies de microorganismos e animais vertebrados e invertebrados estejam associados à vegetação do mangue. Os estuários fornecem áreas de desova e criação para dois terços da produção anual de pescados do mundo inteiro. Pelo menos oitenta espécies comercialmente importantes dependem do alagadiço costeiro.  Não é por acaso que os mangues são considerados um elo básico da cadeia alimentar marinha. Apesar das muriçocas, mosquitos e mutucas, inimigos das donas-de-casa, para os cientistas são tidos como símbolos de fertilidade, diversidade e riqueza.

Manguetown a cidade:

A planície costeira onde a cidade do Recife foi fundada é cortada por seis rios. Após a expulsão dos holandeses, no século XVII, a (ex)cidade *maurícia* passou desordenadamente às custas do aterramento indiscriminado e da destruição de seus manguezais.  Em contrapartida, o desvairio irresistível de uma cínica noção de *progresso*, que elevou a cidade ao posto de *metrópole* do Nordeste, não tardou a revelar sua fradilidade.

Bastaram pequenas mudanças nos ventos da história, para que os primeiros sinais de esclerose econômica se manifestassem, no início dos anos setenta. Nos últimos trinta anos, a síndrome da estagnação, aliada a permanência do mito da *metrópole* só tem levado ao agravamento acelerado do quadro de miséria e caos urbano.

 

Mangue, a cena:

Emergência! Um choque rápido ou o Recife morre de infarto! Não é preciso ser médico para saber que a maneira mais simples de parar o coração de um sujeito é obstruindo as suas veias. O modo mais rápido, também, de infartar e esvaziar a alma de uma cidade como o Recife é matar os seus rios e aterrar os seus estuários. O que fazer para não afundar na depressão crônica que paralisa os cidadãos? Como devolver o ânimo, deslobotomizar e recarregar as baterias da cidade? Simples! Basta injetar um pouco de energia na lama e estimular o que ainda resta de fertilidade nas veias do Recife.  Em meados de 91, começou a ser gerado e articulado em vários pontos da cidade um núcleo de pesquisa e produção de idéias pop. O objetivo era engendrar um *circuito energético*, capaz de conectar as boas vibrações dos mangues com a rede mundial de circulação de conceitos pop. Imagem símbolo: uma antena parabólica enfiada na lama.  Hoje, Os mangueboys e manguegirls são indivíduos interessados em hip-hop, colapso da modernidade, Caos, ataques de predadores marítimos (principalmente tubarões), moda, Jackson do Pandeiro, Josué de Castro, rádio, sexo não-virtual, sabotagem, música de rua, conflitos étnicos, midiotia, MalcomMaclaren, Os Simpsons e todos os avanços da química aplicados no terreno da alteração e expansão da consciência.  Bastaram poucos anos para os produtos da fábrica mangue invadirem o Recife e começarem a se espalhar pelos quatro cantos do mundo. A descarga inicial de energia gerou uma cena musical com mais de cem bandas. No rastro dela, surgiram programas de rádio, desfiles de moda, vídeo clipes, filmes e muito mais. Pouco a pouco, as artérias vão sendo desbloqueadas e o sangue volta a circular pelas veias da Manguetown.’’

A partir do manifesto podemos ver a necessidade de mudança, de transformação e inclusão, exemplo disso e as citações de: Jackson do Pandeiro (músico de forro) com Os Simpsons( programa de televisão americana).

Logo surgiram os percussores da revolução cultural os principais nomes são: Francisco de Assis França Caldas Brandão mais conhecido como Chico Science fundador da Nação Zumbi, Fred Zero Quatro fundador do Mundo Livre S/A

Pouco a pouco o Manguebeat foi tomando a atenção do Brasil inteiro com as musicas de Chico Science e Nação Zumbi, Mundo Livre S/A, Jorge cabeleira e o dia que seremos inúteis, Eddie, Mestre Ambrósio, Otto, Siba entre outros.

Em dois de fevereiro de1997 o  MangueBeat sofreu o seu maior golpe, o falecimento do cantor e visionário Chico Science assim o movimento foi perdendo forças, porem nunca deixou de existir e segue influenciando músicos, artista, poetas , diretores pelo Brasil. O exemplo disso é a banda: Academia da Berlinda de Olinda nascida em 2007 que já coleciona três primorosos álbuns de pura originalidade, porem sem abandonar a beleza de Pernambuco.

O cineastra Claudio Assis que possui brilhantes películas de filmes que mostram Pernambuco de uma maneira nunca vista com filmes revolucionários e de mexer a cabeça.

A loja Terno Olinda Style, que produz roupas sempre remetendo a cultura de Pernambuco, as roupas são limitadas e os catálogos renováveis as roupas que se baseiam em temas do cangaço até o Maracatu.

Assim podemos ver que um movimento cultural revolucionou um estado, fez com que o Brasil olhasse novamente para Pernambuco com uma mina de conhecimentos e sentimentos e até hoje influenciam muitos Mangue Boys e Mangue Girls espalhados pelo Brasil.

Ouça; Assista; Leia; Use; Vá;

Aqui indicações para poder adentrar na cultural belíssima do mangue beat:

Musicas:

Chico Science e Nação Zumbi :Manguetown

Mundo Livre S/A: Musa da ilha grande

Eddie: Ela vai dançar

Jorge Cabeleira e o dia que seremos inúteis: A historia de Zé Pedrinho

Siba: Fluoresta do Samba

Otto: O que dirá o mundo

Mestre Ambrósio: Pescador

Cidadão Instigado: O pobre dos dentes de ouro

Academia da berlinda: Dorival

Nação Zumbi: Meu maracatu pesa uma tonelada.

Junio Barreto: Passione

Carlos Trilha: Prato de flores

Filmes:

Claudio Assis: Amarelo Manga;  Baixio das bestas; A febre do rato

Tv cultura: Movimento mangue beat

Livros:

Julia Bezerra: Manguebeat

José Teles: Do frevo ao Manguebeat.

Site:

https://www.ternoolindastyle.com/

Vá:

Memorial Chico Science localizado em Recife ( R. São Pedro, 21 - São José, Recife - PE, 50020-570).

https://www.youtube.com/watch?v=rNhk-rz6XGs

Al Alba o protesto de um povo através de uma canção.

PPG Experience – Arte e Empreendedorismo em ação